Todas as pessoas, quer apóiem ou não a eutanásia, desejam uma morte digna para si e seus entes queridos.Porém surge o conflito sobre a definição de “dignidade”.
Os ativistas pró-eutanásia percebem uma perda de dignidade física ou intelectual quando alguém se torna incontinente, incoerente e confuso, sofre dores intratáveis ou sente como se tivesse perdido o controle do seu destino.
Os ativistas anti-eutanásia percebem uma perda de dignidade espiritual quando alguém perde o seu enfoque em Deus e ao contrário, deseja somente uma libertação da existência que ele ou outros possam considerar sem sentido e um desperdício.
O estado da mente de uma pessoa doente terminal, realça a diferença nos pontos de vista.
Quando o medo da morte de uma pessoa é excedido apenas pelo seu medo da dor ou perda de controle, ela se encontra num estado de terror mortal contínuo, e poderá considerar a morte, nesta situação, como a sua única saída. Ela de fato poderá sentir medo do que virá a acontecer após a morte, mas primeiramente leva em consideração apenas as circunstâncias presentes. Tal pessoa necessariamente define o seu grau de dignidade pelos critérios puramente físicos e emocionais.
No entanto, quando uma pessoa pode superar o seu medo tanto da morte como da dor, e o aceita e transcende com uma paz profunda no final da sua vida, ela então percebe que as medidas de “dignidade” puramente físicas, são inadequadas. A compaixão verdadeira exige que todos nós amemos e apoiemos uns aos outros, independente da nossa capacidade ou aparência funcional, e preparemos os que estão morrendo para o seu próximo encontro com Deus. Esta é a verdadeira definição de viver com dignidade, até no momento de morrer.
(Do livro “OS FATOS DA VIDA, de Brian Clowes, Phd - Tradução da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, Capítulo V)