É curioso que a maioria dos ativistas pró-eutanásia se oponham à pena de morte, principalmente porque os juizes e o júri cometem erros durante julgamentos que podem resultar numa sentença de morte injusta. Ou seja, uma vez que uma pessoa tenha sido executada, nem mesmo a prova mais conclusiva da sua inocência pode trazê-la de volta à vida. Aqueles que apóiam a eutanásia estão, portanto, dispostos a gastar uma média de US$ 835.000 para manter um assassino obstinado atrás das grades para o resto da vida.² No entanto, não estão dispostos a gastarem a mesma quantia para manter vivo um comatoso inocente ou uma pessoa doente, na verdadeira esperança que poderão ser recuperados ou pelo menos irão viver por um longo período mais.Os ativistas pró-vida podem usar precisamente o mesmo raciocínio para se oporem à eutanásia. Como observado abaixo, os profissionais de saúde julgaram várias pessoas como sendo “comatosas irreversíveis”, e logo essas pessoas despertaram para levarem vidas normais ou quase normais.
Pesquisadores médicos têm realizado numerosos estudos para determinar quantas pessoas no denominado “coma irreversível”, de fato, voltaram desse estado.
Recuperação do “EVP”
Um estudo de 84 pessoas a quem os médicos consideraram estar em “estado vegetativo persistente” mostrou que 41% recuperaram a consciência dentro de seis meses, e 58% recuperaram a consciência dentro de três anos. Um segundo estudo de 26 crianças em coma que durava mais de doze anos, constatou que três quartos eventualmente, recuperaram a consciência. Um outro estudo constatou que um terço dos 370 pacientes em “EVP” por até um ano teve recuperação suficiente para voltar a trabalhar.³
Num caso dramático, os médicos atestaram a “morte cerebral comatosa” de um vovô de 79 anos de idade, Harold Cybulski, de Barry’s Bay, Ontário. Estavam prontos para desligar os sistemas que o mantinham vivo enquanto a família dava seu último “adeus”. Mas, quando o seu neto de dois anos de idade correu para dentro do quarto e gritou “Vovô!”, Cybulski acordou, sentou-se e pegou o netinho no colo!
Seis meses depois, estava levando uma vida completamente normal, inclusive dirigindo o novo carro que planejara comprar antes de ter entrado em coma.
Os médicos de Cybulski não conseguiram dar “nenhuma explicação” pela sua recuperação instantânea.4
(Do livro “OS FATOS DA VIDA”, de Brian Clowes, PhD - Tradução da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, Capítulo V)