Congresso
Teológico-Pastoral
II Encontro Mundial do Papa com as Famílias
A família: dom e compromisso, esperança da humanidade
Rio de Janeiro, 1-3 de outubro de 1997
(Resumo)
Virgil C. Dechant
Supreme Knight, Knights of Columbus
Rio de Janeiro, Brasil, 3 de outubro de 1997
Nos reunimos para celebrar a família.
Celebramos o testemunho de famílias cristãs exemplares, que são verdadeiras igrejas domésticas e células vivas da sociedade.
Celebramos o interesse no matrimônio e na família visto numa profusão incessante de livros, artigos e discussões na imprensa e de políticos que referenciam "valores familiares". Embora nem todas as soluções propostas aos problemas familiares sejam de ajuda; muito pelo contrário, algumas são destrutivas, o interessem em si é bem vindo.
Celebramos o interesse pela família sob a óptica da Igreja, com a liderança do Papa João Paulo II. Por exemplo: Familiaris Consortio, A mensagem às famílias, Veritatis Splendor, Evangelium Vitae, O Catecismo da Igreja Católica.
Há problemas contudo, sendo o pior deles o relativismo cultural, que olha todas as formas de família e substitutos de família como idênticas e nenhuma como referência; relativismo individual que apoia o que quer que os indivíduos considerem certo como direitos adquiridos. Isto leva a práticas como coabitação, divórcio, aborto, infanticídio e eutanásia.
O Papa João Paulo rejeita tal premissa em sua doutrina sobre a liberdade humana.
O relativismo apoia esforços de desagregação da idéia de família, cujas raízes estão no marxismo e em teorias psicoanalíticas. É encontrado hoje no feminismo, na mentalidade a favor do divórcio, na prática homossexual, no movimento do preservativo e cultura da morte, elementos do movimento pelos direitos das crianças, setores de subcultura psicoterapêutica e iniciativas certas do chamado "estado de governanta" (babá).
Defendemos a família estável composta por um homem e uma mulher com crianças, cercada de familiares e todos interagindo e integrando-se de maneira amorosa.
O grande presente a ser dado à família de hoje é uma valorização da liberdade responsável e cuidada, vivida e assumida, calcada na verdade moral e direcionada à vocação matrimonial e vida em família.
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