Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família

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Os católicos diante do aborto

< voltar Data: 29/05/2009
Autor: Ivanaldo Santos - Filósofo e prof. do Seminário de São Pedro
Fonte: Tribuna do Norte - http://tribunadonorte.com.br

Atualmente, há um grande incentivo para que as pessoas sejam fiéis e leais ao que se convencionou chamar de identidade cultural. Afirma-se que esta lealdade é necessária porque a identidade cultural é um forte fator de agregação social e, além disso, ajuda as pessoas a se posicionarem dentro do multiculturalismo e da globalização.
Por este motivo, o cidadão é convocado a ser fiel e leal ao seu partido político, seu sindicato, seu time de futebol, sua novela, seu animal de estimação e até mesmo ao consumo de todo tipo de objeto inútil. Esta fidelidade é incentivada pela mídia, pelo Estado, pela escola e por outras estruturas sociais.

Entretanto, há uma exceção dentro do incentivo à fidelidade à identidade cultural. Essa exceção é a religião. Quando se trata dos valores e preceitos religiosos, as pessoas são maciçamente incentivadas a renegarem esses valores e preceitos. As mesmas estruturas sociais (mídia, Estado, escola etc) que incentivam a fidelidade à identidade cultural, são as que renegam e até mesmo desprezam os valores morais oriundos da religião.

Um pequeno, mas significativo exemplo, é a questão do aborto. Há uma grande campanha para legalizar o aborto. A Igreja e, por conseguinte, todos os fiéis católicos, sempre se posicionaram de forma clara e objetiva no sentido de mostrar todos os aspectos negativos do aborto. Entretanto, ao invés de os fiéis católicos serem incentivados a continuarem leais à posição oficial da Igreja, como determina o princípio da identidade cultural, vê-se justamente o contrário. Incentivam-se os fiéis católicos a se rebelarem contra a Igreja e, por conseguinte, a se proclamarem defensores do aborto. Para este fim não faltam argumentos e sofismas linguísticos que afirmam, por exemplo, que o aborto é uma terapia, que é a porta da liberdade e da felicidade, que a Igreja é conservadora e não atualizou sua doutrina religiosa.

Diante dessa tentativa de legalizar o aborto por meio da promoção da insurreição dos fiéis católicos contra a Igreja, é preciso construir dois breves argumentos: primeiro, essa tentativa demonstra como o princípio do multiculturalismo é fraco. A sociedade contemporânea afirma aceitar qualquer expressão cultural, até mesmo o uso de drogas ilegais, mas não aceita a moral religiosa, a qual é acusada de ser conservadora e autoritária. Isso revela como a sociedade é preconceituosa. Usar drogas ilegais pode, seguir a moral cristã não pode. Segundo, pelo que consta, os valores religiosas estão acima de muitos outros valores como, por exemplo, partidos políticos, sindicatos, times de futebol. Se o cidadão é convocado a ser leal a tais valores, o mesmo cidadão, por uma questão ética, deve ser muito mais leal aos valores religiosos. Esta fidelidade se deve ao fato de os valores religiosos terem demonstrado ser mais constantes do que qualquer outro valor. Partidos políticos e times de futebol possuem um período de tempo para existir. As novelas e objetos de consumo acabam rapidamente. Entretanto, a religião provou extrapolar todos os prazos de validade. Isto acontece porque ela trabalha com o eterno e com o que há de mais nobre e valioso que o ser humano já teve acesso.

É lamentável ver que as pessoas são incentivadas a serem leais a partidos políticos, times de futebol e até mesmo a novelas, mas este mesmo incentivo não é realizado quando se trata dos valores morais religiosos. E essa lamentação se dá principalmente diante do aborto. Ninguém parou para ver o óbvio: o bebê no ventre da mãe é a possibilidade de reprodução da vida que Deus deu ao ser humano. Matar o bebê no ventre da mãe é matar essa possibilidade. É negar a própria vida. Por esse motivo, os católicos devem continuar fiéis à doutrina da Igreja, que condena duramente o aborto, e não aderirem ao preconceituoso princípio que exclui a religião da discussão dos problemas da vida social.
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